Quem era Sequoia
As árvores mais altas do mundo, as sequoias, receberam o nome em homenagem a um homem mestiço que viveu entre 1770 e 1843 nos estados de Tenessee e Georgia, nos Estados Unidos. Era filho de um caçador de peles inglês e de uma mulher Cherokee, e foi educado na tradição e língua Cherokee.
De adulto teve um acidente e seu pé ficou lesado, e por isso foi apelidado Sequoia (Sequoyah, Sikwayi), que significa pé de porco em Tsalagi (língua Cherokee). Por causa da lesão, abandonou a caça de peles e se dedicou à ourivesaria.
Sequoia era analfabeto, mas era fascinado pelas folhas falantes dos brancos. Ele pensava que se seu povo tivesse um sistema de escrita, poderia difundir sua língua e preservar sua cultura. Após 12 anos de reclusão e de ser alvo de muitas risadas, em 1821 conseguiu desenvolver um silabário para representar todos os sons da língua Cherokee.
Nesse silabário publicou o primeiro jornal indígena, o Tsa la gi Tsu lehishanunhi, e muitos livros. Até hoje os Cherokee preservam identidade e força política graças ao trabalho de Sequoia.
Dedicado à união dos povos indígenas e a valorização das suas línguas, já idoso partiu para o México em busca da língua mãe dos índios. Durante a viagem ficou doente e, seguindo a sua tradição cultural e espiritual, se retirou a algum lugar escondido para falecer.
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